MARÇO FARTO E DE BOAS NOVAS

Por esse mês de águas e de março nós do Grupo Carmin voltamos a apresentar e viajar com nosso espetáculo Pobres de Marré. Foi uma volta boa, preciosa. Dia 14 fizemos duas apresentações em Juazeiro do Norte e dia 15 mais duas em Fortaleza, tudo dentro do II Festival BNB das Artes Cênicas.  Encontramos amigos e novos amigos cearenses, o que é sempre um bom encontro. De 23 a 31 de março fomos pro Maranhão. Participamos da III Semana do Teatro no Maranhão e nos apresentamos em 3 cidades: Vitória do Mearim (24), Presidente Juscelino (26) e São Luís (29). Esse festival nos proporcionou grandes emoções e muita felicidade.

A III Semana do Teatro no Maranhão foi um precioso espaço de encontros. Muito bom poder trocar com gente que nunca tinham ido ao teatro e ao mesmo tempo com mestres como os atores do Lume, do Vertigem, Luís Carlos Vasconcelos e tantos outros. A equipe que promoveu o festival está de parabéns.  Seria uma alegria imensa poder ter um festival como esse e tantos outros que acontecem no Brasil aqui em Natal. Infelizmente estamos meio que fora de rota de toda essa força. Salve! Salve! Que um dia chega.

           E pra fechar março de 2008 como um mês abençoado, vêm as notícias das águas, das boas águas que banham nossa terra nordestina e enchem nossos açudes de renovação e vida. O seridó tá que é só festa. Viva!!!

 

Março, mês bom de 2008

 



Escrito por Grupo Carmin às 20h43
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CARMIN NA III SEMANA DE TEATRO NO MARANHÃO.

EM TRÊS  APRESENTAÇÕES:

 

24/03    VITÓRIA DO MEARIM

26/03    PRESIDENTE JUSCELINO

29/03    SÃO LUÍS



Escrito por Grupo Carmin às 20h36
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DIÁRIO DO NORDESTE 

 

CADERNO 3 /TEATRO (14/3/2008)

 

Foto: Chiquinho Gadelha

 

Quando o nada é bem muito

 

Grupo Carmin (RN) volta ao Ceará com “Pobres de Marré” na seqüência do II Festival BNB das Artes Cênicas

Há muito o teatro vem rezando pela cartilha de que o menos é sempre mais. São muitos os encenadores responsáveis pelos movimentos de ruptura da chamada cena contemporânea que pregam uma experimentação mais simples, coesa, ancorada num mínimo de elementos.

“Pobres de Marré”, montagem inaugural do Grupo Carmin, de Natal (RN), aposta na economia como matriz criativa. Com direção de Henrique Fontes, também responsável pela composição dramatúrgica do espetáculo, “Pobres de Marré” flagra o cotidiano dos moradores de rua do afamado Bairro da Ribeira, região onde estão localizados os principais teatros da capital potiguar. A partir de um intenso processo de pesquisa nas ruas, as atrizes Titina Medeiros e Quitéria Kelly desenvolveram as partituras e os enredos de seus personagens: as emblemáticas Maria e Dasdô.

Cena naturalista

A princípio, “Pobres de Marré” — até mesmo por uma sugestão do próprio título — parece apontar ou aguçar uma discussão com viés mais social, político, sobre a condição de exclusão que acompanha a rotina dos moradores de rua. Destaque na última edição do Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga, a peça, no entanto, é o convite ao despertar dos afetos. Em meio ao nada absoluto de seus cotidianos, Maria e Dasdô passam a figurar como alicerces mútuos de suas vidas.

Simples, mas extremamente arrojado no que diz respeito à performance de suas intérpretes, “Pobres de Marré” transforma olhares na medida em que universaliza as tensões dos convívios não programados, mas absolutamente essenciais. Maria e Dasdô são o que são enquanto encontro. Sozinhas, perdem sentido, se esvaem. É justamente aí, no convite ao encontro, que “Pobres de Marré” fisga seus públicos.

Magela Lima
Repórter


Mais informações:

O espetáculo ´Pobres de Marré´, do Grupo Carmin (RN), é atração de hoje, às 16h e 19h, no Centro Cultural Banco do Nordeste de Juazeiro do Norte (Rua São Pedro, 337 - Centro), e amanhã, às 16h e 19h, no Centro Cultural Banco do Nordeste de Fortaleza (Rua Floriano Peixoto, 941 - Centro), dentro do II Festival BNB das Artes Cênicas. Entrada franca. Contatos: (88) 3512 2855 e (85) 3464 3108.

 



Escrito por Grupo Carmin às 19h49
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GRUPO CARMIN VOLTA AO CEARÁ NO ll FESTIVAL BNB DE ARTES CÊNICAS

4 APRESETAÇÕES

14/03 CENTRO CULTURAL BANCO DO NORDESTE - CARIRI - 16 E 19 HS.

15/03 CENTRO CULTURAL BANCO DO NORDESTE - FORTALEZA - 16 E 19 HS.



Escrito por Grupo Carmin às 19h32
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2008

 

ANO DE FORÇA. NASCIMENTO DE CHARLOTTE.

SAÚDE A TODOS. SAÚDE.

 



Escrito por Grupo Carmin às 19h11
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Competir ou competir?

Fortaleza, Ceará | Quarta-Feira | 19 de Setembro de 2007

Chico Gadelha

Festival de Teatro de Guaramiranga inaugura novo formato, sobrepondo a reflexão à velha idéia de competição


O assunto é um só. Por enquanto, artistas e espectadores reunidos para o XIV Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga ainda estão sob o impacto da mudança de formato da mostra. Trocando em miúdos: era uma vez a competição. Nesta mais recente edição, o Festival de Guaramiranga experimenta a estréia da seleção de espetáculos através de curadorias espalhadas por todos os estados nordestinos para compor a programação principal.

A chamada Mostra Nordeste – formada, agora em 2007, por nove montagens – expõe um recorte interessante do panorama regional. Em cena, ressalta os principais nortes criativos do recente teatro nordestino. Nos bastidores, faz sobressair de forma bastante expressiva as principais dificuldades de produção compartilhadas pelos artistas locais. Em seus 14 anos de vida, o Festival de Teatro de Guaramiranga tornou-se referência. É fato. O Nordeste faz questão de ocupar esse palco. A novidade é que, a partir desta edição, a participação no evento ganhou novos critérios, além de apontar, também, para novas respostas.

Todas as companhias selecionadas recebem cachê fixo de R$ 4 mil. Não há mais o frisson da disputa pelos prêmios. Há, sim, a possibilidade de um envolvimento maior entre os artistas e, principalmente, deles com a cidade. Até o próximo dia 22, quando a pequena Guaramiranga dá adeus a mais essa edição do festival, cada uma das trupes escolhidas a Mostra Nordeste realizam atividades paralelas, como oficinas e grupos de trabalho.

Antes e depois

Vindo do Rio Grande do Norte, o Grupo Carmin pode falar com autoridade da nova feição assumida pelo Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga. Classificada para a Mostra Nordeste, a peça “Pobres de Marré” reúne duas atrizes velhas conhecidas do evento. Titina Medeiros, por exemplo, participa do festival pela terceira vez. Em 2004, fazia parte do elenco de “Muito barulho por nada”. Um ano depois, já numa parceria com Quitéria Kelly, trouxe a Guaramiranga o espetáculo “Barra/Shopping”.

Para Titina Medeiros, independente da questão da competição, o Festival de Teatro de Guaramiranga representa um momento de grande aprendizado. “Não falo só de teatro, não. Aqui, a gente vê como uma política pública para a cultura bem executada pode contribuir para o desenvolvido social. Hoje, Guaramiranga tem condições de receber espetáculos que não chegam a muitas capitais do Nordeste. Uma cidade pequena, que naturalmente ficaria de fora do circuito cultural, hoje é estratégica para toda uma região”, argumenta a atriz.

Já Quitéria Kelly acredita que o fim do caráter competitivo potencializa a vocação tradicional do Festival de Guaramiranga. Segundo ela, “uma articulação regional, a possibilidade de fazer contatos e circular internamente”. “Antes, a integração maior dos grupos ficava prejudicada por conta da pressão da competição. É involuntário. Quando o formato da mostra é competitivo, isso acaba gerando um certo conflito e também muita expectativa por conta dos prêmios. Agora, o foco é outro. Arte não é só gostar ou não gostar, ganhar ou não ganhar. O artista tem outras necessidades”, avalia.

“Antes, muita gente que se inscrevia para o Festival de Guaramiranga já vinha com interesse no prêmio, porque os grupos precisavam cobrir os custos. Em 2005, pagamos o transporte do elenco e do cenário ‘Barra/Shopping’ com um prêmio que ganhamos”, completa Titina Medeiros. Por isso, a atriz é convicta de que o festival mudou para melhor. “O desafio agora é aperfeiçoar.

A mostra deixou de lado um dos pontos que mais a prejudicavam e manteve o que era mais interessante, como os debates com profissionais especializados, mas só o tempo é que vai dizer como deve ser o festival”, argumenta.



Escrito por Grupo Carmin às 18h58
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Crítica de Alex de Souza para o site www.nominuto.com publicada em julho de 2007.


 

Os invisíveis

 
 
matyeu Duvignaud
Neste fim de semana, o natalense tem mais uma chance de conferir o espetáculo Pobres de Marré, em curta temporada na Casa da Ribeira. Depois, Titina Medeiros e Quitéria Kelly embarcam para Guaramiranga, no Ceará, para o Festival de Teatro, onde apresentam o espetáculo.

No palco, elas se transformam em Maria e Dasdô. E transformação é mesmo a palavra, se levarmos em conta que as moças estão quase irreconhecíveis na pele das duas moradoras de rua. O rosto de Quitéria é uma máscara expressiva, derramando angústia e desilusão sobre a platéia. Titina me lembrou e muito algumas pessoas com o juízo meio baleado com quem já convivi.

As personagens são pessoas duplamente invisíveis: além de integrarem o que os marxistas chamam de lúmpen proletariado, aqueles indivíduos totalmente à margem da sociedade por estarem fora das forças produtivas, Maria e Dasdô também são loucas de pedra.

A comparação com Samuel Beckett é inevitável, mesmo que involuntária. Foi o que comentamos eu e meu pai, na saída do teatro. Para mim é positiva, afinal melhor dialogar com um grande do que falar besteira sozinho. Potiguares fudidas e mal pagas, Maria e Dasdô não esperam Godot - apenas um emprego ou uma carona de um carroceiro para uma casa que não existe.

De repente, abrir os bolsos e sair de casa para ver pessoas a quem, mesmo sem perceber (ou exatamente por não percebermos), nunca damos a atenção, causou em mim uma sensação diferente do resto da platéia. Enquanto muita gente rachava o bico de rir com situações encenadas, me senti constrangido em achar graça naquilo tudo. Em perceber como pode ser tênue a linha que separa aquelas pessoas de nós. Porque, por mais que o abismo social possa ser evitado, resta o abismo da loucura, esse mais imprevisível e assustador.




Escrito por Grupo Carmin às 18h50
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CURTA TEMPORADA NA CASA DA RIBEIRA

Pra quem não assistiu ainda.

POBRES DE MARRÉ NA CASA DA RIBEIRA em curta temporada.

Dias 27,28 e 29 de JULHO e 03,04 e 05 de AGOSTO.

Sempre ÀS 20 HORAS.

Info. 3211-7710

matyeu duvignaud



Escrito por Grupo Carmin às 18h48
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Agenda POBRES DE MARRÉ

DIA 05/07 NA CASA DA RIBEIRA, ÀS 21 HS. DENTRO DA PROGRAMAÇÃO DO FEST EM CENA.

PEQUENA TEMPORADA TAMBÉM NA CASA DA RIBEIRA

DIAS 27,28 E 29 DE JULHO E 03,04 E 05 DE AGOSTO.

É isso aí, esperamos todos.



Escrito por Grupo Carmin às 18h45
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Hoje o jornalista Sebastião Vicente nos fez essa surpresa. Publicou em seu blog  (www.sopaodotiao.zip.net)  uma crítica de nosso espetáculo POBRES DE MARRÉ. 

 

 

Pobres de marré

Quem vê os olhos arregalados de Titina e a figura desenxabida de Quitéria nas fotos de divulgação de “Pobres de marré” corre o risco de imaginar que a peça é um libelo. Que o texto vai pegar pesado na crítica da desigualdade, que a interpretação vai cutucar ressentimentos de classe, que a montagem pretende se valer da onda geral de falsa correção política que batiza a hipocrisia geral brasileira para dar seu recado indignado. Foi o que eu pensei. Enganei-me redondamente. Não é nada disso.  É muito melhor.

“Pobres de marré” fica no registro das pequenas mazelas que colorem ou branco-e-preteiam a sobrevida dos moradores de rua. Na verdade, toda a circunstância econômica-histórico-política que serve de pano de fundo à existência do desvalido que vive nas ruas está presente. Mas é só como subtexto que o espectador já leva consigo ao entrar no teatro. A montagem se vale disso mas para acrescentar, tirando a abordagem do que poderia resvalar para um panfleto e jogando suas parcas (e muitas vezes poéticas) luzes para a busca do registro humano por trás da evidência social.

Isso quer dizer que “Pobres de marre” prefere contemplar a autocomiseração defensiva presente na pobreza extrema do que teorizar sobre ela. Que a encenação valoriza mais o enlevo romântico deformado da catadora de lixo do que a dissertação sobre a cadeia econômica que faz com que essa pessoa exista.  E assim por diante, sempre na perspectiva de reproduzir a maneira como uma realidade acachapante de uma chaga brasileira constrói pequenos vícios, minúsculos sonhos e expectativas caducas em duas criaturas pobres de fazer pena. 

Formalmente, isso é feito em duas abordagens, pode-se dizer, paralelas. Há uma partitura cênica que puxa para a comédia, que Quitéria Kelly sustenta com o pé das costas, e uma anotação de caráter mais dramático, que se vale da sensibilidade de Titina Medeiros em conferir vida a uma criatura no limite da inocência. Aqui e ali, as duas correntes contradizem a condição de paralelas e se encontram, para logo em seguida se separar. No caso de Quiitéria, há o risco de levar a personagem para o figurino fácil que consagrou uma Gorete Milagres, tanto pelo apelo cômico quando pela semelhança de tipo físico das duas atrizes. Basta lembrar a cena em que ela se recupera instantaneamente de uma falsa fratura depois de uma queda. No caso de Titina, há um potencial de acrescentar cada vez mais ao espetáculo um caráter nem cômico nem dramático, mas fortemente lírico . Basta lembrar toda a cena em que a catadora de lixo se imagina casada, aguardando um marido inexistente chegar em casa.

Por último, uma observação de espectador esporádico e diletante do teatro feito em Natal mais recentemente.  Destacou-se na cidade nos últimos anos o trabalho e a iniciativa, inclusive empresarial, do grupo Clowns de Shakespeare, campeão de audiência com montagens como “Muito barulho por quase nada” e “Roda Chico”. O que essa turma fez pelo teatro da cidade tem um valor incalculável: eles deram aos seus espetáculos um tratamento cênico que agradou – pode-se dizer até que formou – um público geral. Com os Clowns, o pessoal do teatro em Natal passou a fazer espetáculos menos auto-referentes e mais dispostos a construir uma bilheteria constante. Para conseguir isso, produziu uma dramaturgia de comunicação mais imediata, certeira, que foi direto ao alvo.

Com “Pobres de marré”, Titina e Quitéria começam a fugir um pouco desse formato.  Não totalmente – e prova disso é que a porção comédia do texto muitas vezes soterra  o lado lírico e dramático da encenação. A platéia ri muito ao assistir à peça. Parece que aquele público geral formado à sombra dos Clowns acostumou-se a um teatro de consumo ligeiro, ainda que de excelente qualidade. E já é hora de submeter a esse mesmo público consolidado um cardápio menos digestivo, com um teatro que vá além do programa dominical noturno.  “Pobres de marre” aponta para esse caminho, caso a progressão natural da montagem vá paulatinamente sinalizando mais para as sombras da situação de Maria e Dasdô do que para as luzes cômicas que a dupla igualmente inspira. 

 

 

*Sebastião Vicente é potiguar mas hoje mora em Brasília e trabalha na TV Câmara.



Escrito por Grupo Carmin às 18h44
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EXTRA! EXTRA!

POBRES DE MARRÉ

DIAS 9 E 10 (SÁBADO E DOMINGO)

CASA DA RIBEIRA

20 Hs.

INFO. 3211-7710

 



Escrito por Grupo Carmin às 18h41
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PRA QUEM NÃO VIU

AGENDA POBRES DE MARRÉ

31/05 e 16/06 - NATAL FEST EM CENA - CASA DA RIBEIRA - 20 horas.  Ingressos a R$ 3,00. Info: 3211-7710

02/06 - CONCHA ACÚSTICA DO PARQUE DAS DUNAS - 16h30min.   Ingressos a R$ 1,00 (Pela entrada no Parque)

 



Escrito por Grupo Carmin às 18h39
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Escrito por Grupo Carmin às 18h30
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Pobres de Marré foi construída a partir de uma pesquisa de rua feita pelas atrizes e de conversas escutadas pelo dramaturgo-diretor Henrique Fontes desde 2002, quando uma cena foi criada para integrar o espetáculo "Dos Prazeres dos Pedaços."

Na busca desses maravilhosos anônimos que povoam as ruas de Natal e do Brasil, as atrizes e o diretor descobriram que há um outro tipo de morador de rua. Mendigo talvez não seja a melhor discrição para este tipo que ganha vida no palco através das personagens Maria e Dasdô, pois elas não pedem. Elas buscam.

Há uma classe de moradores de rua que está entre os que ganham salários de fome e os miseráveis. Estes andarilhos das calçadas e becos se alimentam da compaixão alheia e da graça que um certo distúrbio mental lhes confere.

Quando olhamos com cuidado podemos vê-los por toda a cidade. Às vezes se confundem com guardadores de carro, ou com os pedintes, mas não, eles não pedem. Vivem do que encontram ou recebem espontaneamente.

Em cena, as personagens construídas por Titina e Quitéria são como uma combinação de muitas dessas personalidades anônimas. Elas nos levam ao riso pelo absurdo de suas conversa, mas também nos comovem pela vida simples e ética que levam.



Escrito por Grupo Carmin às 13h27
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Maria revira o lixo todos os dias procurando comida, ou dinheiro ou a própria vida.

Dasdô perdeu muita coisa nos seus quase cinqüenta anos, menos a dignidade..

Maria acredita que um dia sairá da rua. Sua procura de tonel em tonel é por emprego.

Dasdô quer encontrar a cura para sua doença imaginária,

 mas o posto só abre na segunda agora..

 



Escrito por Grupo Carmin às 13h06
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Maria e Dasdô são indigentes, desses que se amontoam aos montes nas beiras do Brasil. Gente brasileira que olha o mundo com olhos de espanto, como se realidade e fantasia fosse uma só. Realidade que delira.

 

EM ABRIL

POBRES DE MARRÉ

GRUPO CARMIN

CASA DA RIBEIRA 



Escrito por Grupo Carmin às 13h00
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